"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existe momentos inesquecíveis, e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa
::Vida na Terra
Conta-se que no século passado, Rosane, uma atraente e solitária turista paulistana, de passagem pela cidade do Rio de Janeiro, foi visitar a "Floresta da Tijuca", com o objetivo de conhecer pessoalmente o grande sábio eremita Guto Leite.
Rô, como é conhecida pelos mais íntimos, ficou muito surpresa ao ver que o sábio eremita era uma pessoa completamente despojada de bens materiais, morava num casebre muito simples, no meio da mata. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa, uma pequena estante repleta de livros e um Laptop pois tbm ninguém é de ferro.
- Onde estão seus móveis? - perguntou Rô mal podendo conter a curiosidade...
- Guto, com a calma que lhe é peculiar respondeu com outra pergunta.
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! - surpreendeu-se a turista - Mas eu estou aqui só de passagem!!!
- Eu também... - concluiu Guto.
"A vida na terra é somente uma passagem minha cara amiga...no entanto, alguns de nos, vivemos como se fossemos aqui ficar eternamente, e esquecemos de sermos felizes."
::O Galo Gutão....
Dr.Pensando Naquilo, nas horas de folga, era um bem sucedido criador de galinhas da serra gaúcha, ele já possuía em sua propriedade galinheiros que reuniam cerca de 1800 galinhas poedeiras da melhor qualidade... mas sendo ele um amante da perfeição, sonhava fazer um aprimoramento na raça, achava que um bom galo só faria melhorar a postura de suas galinhas...
Um belo dia, Pensando foi até a cidade consultar um técnico do Serviço Nacional de Galináceos e Derivados.
- Boa tarde! Procuro um bom galo capaz de cobrir todas minhas galinhas.
- O encarregado pelo setor, após discorrer sobre a importância de uma boa cobertura na criação de galinhas poedeiras, pergunta ao Sr.Pensando.
- Quantas galinhas o Sr. tem?
- Algo em torno de umas 1800 galinhas , diz o Dr. Pensando.
Então o encarregado puxa uma gaiola com um galo enorme, musculoso, com a crista de pé, olhos azuis e uma tatuagem dos cantores sertanejos "Milionário e Zé Rico" no peito, e diz para o criador.
- Leva esse aqui, é o poderoso Itamar, ele trabalha em silêncio mas não falha.
Acreditando ter resolvido o problema da sua criação, o Dr. Pensando leva o galo e no dia seguinte, pela manha, solta o bicho no galinheiro. O galo sai correndo, pega a primeira galinha, e dá duas sem tirar, pega a segunda, dá a primeira, e quando estava na segunda... cai morto.
Pensando espantado e sem saber direito o que tinha acontecido pega o galo caído e leva direto para o SNGD.
- Ah!!! encarregado filho da puta, este galo comeu duas galinhas e capotou. Só, podia estar doente.
O encarregado desculpou-se muito e apresentou outro galo.
Este era preto, de crista amarela, olhos negros e tênis da Nike.
- Esse aqui é o "Timoteo". Dá uma olhada no trabalho dele depois me conta.
Pensando volta pra fazenda com o galo e repete a manobra. Solta o bicho pela manhã nos galinheiros, o galo sai alucinado, come a primeira galinha de pé, pega a segunda e traça-a encostada na cerca, com a terceira ele faz um 69 e quando esta bombando a
quarta, cai morto no meio do galinheiro.
O Pensando, já soltando fogo pelas ventas, pega o galo morto, e vai falar novamente com o encarregado do SNGD.
- Escuta aqui, Ô seu Filá de uma puta, é o segundo galo que tu me vendes e que não presta pra nada. É melhor você me conseguir um galo decente ou vou tocar fogo nessa porra aqui, sacou cara!!!
O encarregado sabedor da fama de briguento do Dr. Pensando e já se cagando de medo, mostra-lhe um galo miúdo, pelado, cabeçudo, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com tênis Bamba de lona com uma camisa vermelha e branca com os dizeres "SALGUEIRO 2005".
- Olha, seu Pensando, é só o que me resta. O nome dele é Gutão.
- Que merda vou fazer com a porra de um galo carioca todo fudido...
- O que é isso seu Pensando...esse é de graça...é pra cobrir o seu prejuízo.
Chegando à fazenda Pensando meio desesperançoso repete o ritual...Pela manhã solta o Gutão no galinheiro. O galo arranca a camisa e sai enlouquecido comendo todas as 1800 galinhas. Dá uma respirada e come as 1800 de novo. No embalo enraba o pastor alemão, nesse momento o Dr. Pensando assustado, dá dois sopapos para acalmá-lo e tranca-o na gaiola.
- Porra, que fenômeno é este galo!!! pensa com seus botões a Boa Esposa que a tudo assistira..
As galinhas ficaram enlouquecidas com o Gutão.
- Que o Gutão é isto..., que o Gutão é aquilo...,é uma loucura total, todas as galinhas a essa altura já estavam querendo mudar-se para a Tijuca no Rio de Janeiro (terra natal do Gutão).
No dia seguinte, Pensando repete o ritual, e solta o bicho no galinheiro, Gutão sai levantando poeira.
Dá duas voltas no galinheiro faturando tudo que é buraco com penas que encontra pelo caminho, sai correndo e come o cachorro, o porco e umas vaquinhas desavisadas que por ali pastavam.... O fazendeiro corre atrás, pega ele pelo pescoço, dá umas chacoalhadas para acalmá-lo e joga ele na gaiola.
- Que galo sacana, vai me cobrir a fazenda inteira!!! - diz o Pensando todo satisfeito.
No dia seguinte, Pensando vai buscar o galo e encontra a gaiola toda arrebentada.
- O Gutão fugiu!!!
Sai correndo para o galinheiro e encontra todas as galinhas fumando e assobiando, lá fora o porco com o rabo para o sol, as vaquinhas deitadas no chão com a perereca vermelha falando no Gutão, o cachorro com a bunda assada, e pensa: - Ele vai comer o gado do vizinho, vão me matar!!!
Pensando pega o cavalo que já estava encilhado e sai procurando o Gutão pelo pasto seguindo as pistas deixadas por ele (cabras suspirando, bodes passando hipoglós na bunda, uma tartaruga que perdeu o casco no tranco, um touro provando lingerie, três capivaras mancando, um pônei sentado no gelo, um bambi curado de hemorróidas.) até que, de repente, à distância, vê o Gutão caído no chão. Uma cena aterradora!!!
E os urubus voando em círculos, se babando de fome!
Quando viu os urubus sobrevoando, o fazendeiro entendeu a situação.
- Nãããããooooo, Gutãoooooo!!! Morreuuu o Gutãoooo!!! Logo agora que tinha encontrado um galo de verdade!!! ... e no meio do lamento, cuidadosamente o Gutão abre um olho, olha para o Dr.Pensando, dá uma piscadela e diz:
- Shhhhhhhhh!!! Fica quieto que eles estão quase pousando ...
Nota do Chutador de Bardis: Bem meus amigos...como ia dizendo aos poucos as coisas estão voltando aos seus lugares...a visão da Sapucaí, já não se faz tão presente no meu dia a dia...aos poucos vou incorporando o paletó e a grava... o que mais posso
fazer...dinheiro não cai do céu nem nasce em vasos...vocês devem estar estranhando a nova abertura dos posts...devo confessar...eu mudei, tipo ano novo vida nova...a abertura desse post foi a forma que encontrei para prestar uma homenagem a
"Lobbandida" ...uma amiga daquelas que estão sempre dispostas a tirar a roupa por nós...Ops...( no bom sentido da coisa,é claro... viu gente maldosa) ...rsrsrs... dona de um coração sem tamanho...até por esse motivo esteja se afastando desse mundo virtual....acredito que com isso certas pessoinhas que atendem pelo nome de "Filhos"...estejam rindo atoa...agora elas não vão mais disputar o computador com a "Loba Mãe"...que minha linda "Suzana" não nos ouça, mas o que te desejo de coração é que alcances toda a felicidade desse mundo...um grande beijo Meu nessa sua linda boca...Agora como todos aqui são de casa, eu pediria que caso algum de vcs saiba da autoria desse interessante conto que dêem uma passadinha aqui no Chutando para atribuirmos o devido e merecido crédito...enquanto isso vamos escutar a musica "The Pusher" cantada pelo "Steppenwolf" que foi uma escolha minha para homenagear dois grandes olhos azuis de uma verdadeira Loba amiga Bandida que sempre dizia: "Sou uma LOBA , acima de tudo viciosamente comprometida com o sexo prazeroso...Sou uma BANDIDA, que mais cedo ou mais tarde sempre volta ao local do crime."...Quem sabe um dia.ela não volte...até lá fica a saudade....
"O homem nasce sorrindo, cresce fingindo, vive traindo e morre mentindo. A mulher nasce chorando, cresce amando, vive dando e morre negando."
::A Figueira
Era uma vez uma figueira solitária, dormia só, brincava só, ria só, rezava só.
Um dia o vento descobriu que poderia acariciá-la e foi então que ele passou a visitá-la todos os dias.
E a figueira solitária começou então a dormir com o vento, brincar com o vento, rir com o vento, rezar com o vento.
Mas um dia o vento deixou de vir. E todos julgaram que a figueira morreria de solidão. Mas isso não aconteceu.
Durante o tempo que o vento esteve ausente a figueira solitária continuou: dormindo com o vento, brincando com o vento, rindo com o vento, rezando com o vento.
E foi então que se revelou que a solidão só existe quando não mais existe a esperança de começar outra vez...
Letícia Thompson
:::::::::::Sexo a Cidade e o Carnaval
Só haviam duas coisas nesse mundo, capazes de deixar o Dr.Guto ou melhor o
Delegado Guto Leite emputecido da vida...uma era, plantão
durante o reinado de momo....todo mundo se divertindo e ele ali
dando o maior duro...a outra que o deixava ainda mais puto
era choro de mulher. Ainda mais em se tratando de mulher
bonita, com um corpo escultural, transpirando senxualidade,
coisa de tirar o folêgo de qualquer cristão, devendo ter no maximo uns 21 aninhos...
- Mas o que foi que aconteceu com você meu anjo?
Conta pra mim, diga tudo, não me escondas nada meu docinho...
SUZANINHA - era esse o nome da vítima - fez beicinho.
- Ele me bateu.
Dr.Guto trincou os dentes de raiva.
- Ele, quem?
- O Gauchão do PENSANDO.
O delegado sentiu o peito arfar e o sangue ferver.
- E quem é esse tal de Pensando?
- É...bem, como eu posso dizer? Ah, deixa pra lá, doutor.
Acho melhor não registrar nada, ele é um caso antigo.
Dr.Guto pousou a mão naquele ombro macio e carnudo.
- Posso lhe dizer uma coisa?
Suzaninha ainda tremula, ficou em silêncio.
O delegado insistiu
- Com toda a experiência?
Ela balançou a cabeça, afirmativamente
- Pode.
- Se você não denunciar esse bandido, ele vai te bater de novo.
Suzaninha num grande esforço abriu o olho roxo, mesmo sentindo muita dor...
- O senhor acha?
- Tenho certeza, meu doce, continuou o delegado alisando o grande hematoma no rosto de Suzana...
-Aliás, vou expedir uma guia para o Instituto Médico-Legal fazer o exame de corpo de delito. Está horrível...
Apesar dos pesares, ela ainda teve forças para sorrir.
- O senhor ainda não viu nada.
- Ele fez pior ainda?
Suzana pôs a mão na bunda...e que bunda tinha a menina.
- Me deu um chute aqui...
- Ficou a marca ?
- Uma mancha enorme.
- Entre aqui no meu gabinete, que eu quero ver.
- Então, feche a porta, doutor.
Dr.Guto deu três voltas com a chave e mais quatro com o ferrolho.
Tapou o buraco da fechadura com o paletó.
- Assim está bom?
- Ótimo. Agora, ligue o ar e prepare uma bebida para nós dois.
- Vinho?
Suzaninha mordeu o lábio ferido e exigiu
- Se tiver uísque, eu prefiro.
- Tenho sempre um litro guardado para essas emergências, meu anjo.
Puro ou com gelo?
- Puro.
O delegado serviu duas doses.
Suzana pegou a sua e bebeu tudo em apenas três goles.
Estalou os beiços.
- Vou tirar a roupa.
- Mostra tudo, meu doce, quero ver todos os hematomas.
Principalmente esse ai na sua bundinha...
- Apaga aquela luz ali. Deixa só a do corredor...Eu tenho certa vergonha...
Dr.Guto já sem camisa e todo arrepiado de tesão
- Isto aqui tá parecendo estúdio da Playboy...tira tudo, minha linda, tira logo minha gostosa.
- Tô tirando...pronto...
O delegado, nervoso
- Preciso acender. Quero ver de perto esse corpo escultural para poder descrever nos autos...epa!!! peraí!!!
- O que foi, doutor?
- Você é homem, Suzana!!! cara que loucura!!!
- É com isso que o Gauchão do Pensando não se conforma. doutor!!!...
Nota do Chutador de Bardis: Bem meus amigos...estou tentando voltar à minha rotina, mas devo confessar...está difícil pra cacete...os dias que passei na avenida desfilando pelo meu Salgueiro, me deixaram mal acostumado... parecia estar no paraíso...nunca vi tanta mulher bonita reunida num lugar só...acho que dessa vez "DONA ENCRENCA" vai querer virar a mesa...mas se vcs querem saber...ano que vem estou lá de novo... esse texto que postei hoje eu já havia postado a um tempo atrás...mas como queria perturbar um pouco o meu amigo Pensando e tbm como achei que tinha tudo haver com o momento, resolvi postar novamente...agora como aqui todos são de casa, caso algum de vcs conheçam a autoria do mesmo...venham tomar um chopp comigo e juntos atribuiremos o devido e merecido crédito...Hoje escutaremos uns caras que eu gosto muito...."John Lee Hooker" e o "Carlos Santana" cantando "Chill Out"...
"Um dia será preciso admitir, oficialmente, que aquilo que batizamos com o nome de REALIDADE ainda é uma ilusão maior do que o própio mundo dos SONHOS."
(Salvador Dali)
::::::::::::::::::A Culpa
Estou acabando de chegar do velório do Brigadeiro Waldyr, meu chefe direto, pessoa amiga que nasceu numa época em que o "W" e o "Y" ainda faziam, oficialmente, parte de nosso alfabeto. E lá, circulando e papeando, estavam alguns remanescentes da época que maquina de calcular tinha bobina de papel. Entre eles, o PENSANDO. Eu me lembrei que, logo no meu primeiro dia de trabalho, alguém me preveniu para não mencionar o nome de um na presença do outro. Porque o Brigadeiro e o Pensando se detestavam. Eram inimigos abertamente declarados. Quem mandasse cópia de um memorando para um tinha que mandar tbm, para o outro, mesmo que o outro não tivesse nada haver com o assunto. Quem convocasse uma reunião teria de convidar os dois ou nenhum.
E, quando convocasse os dois, deveria alocar tempo extra para que ambos pudessem se dedicar a seu passatempo favorito,que era humilhar o outro.
Eu imaginei que o Dr. Pensando tivesse passado no velório para saborear sua definitiva vitória sobre o rival que o incomodara durante tantos anos...mas o Pensando parecia sinceramente compungido. E eu fui até ele, disposto a esclarecer uma velha duvida.
-Que coisa, seu Pensando.
-Que coisa, meu amigo.
-É a vida.
-É.
-Sem querer ofender, Dr. Pensando, por que é mesmo que os senhores se davam tão mal?
-Como assim? Guto, você sabe muito bem que o brigadeiro era insuportável.
-Sei
-Então.
-Mas como foi que essa briga começou?
-Ah, a culpa foi dele.
-O que foi que ele fez?
_Ah, ele tinha aquele jeito dele, que não dava pra agüentar.
-Mas essa briga tem de ter um motivo.
-Pois é, e tem. E depois só foi piorando.
-O senhor não se lembra, é isso?
-Não Guto Leite, lembrar eu até lembro, e muito bem, só que não me vem a memória esse momento.
-Certo. Então uma outra hora o senhor me conta. Com licença.
E o Dr. Pensando ficou lá, num canto, pensativo.Passados alguns minutos, levantou-se e aproximou-se do féretro (Pensando também era de um tempo em que não era polido dizer caixão). E permaneceu ali, parado olhando longamente para o falecido Waldyr.
Então começou a chorar. E ninguem entendeu mais nada. Até a pandeiruda da DONA SUZANA, sua secretária, pessoa muito dada,(diziam até as más línguas, que eles haviam tido um caso) ficou sem entender nada. Foi quando o Pensando, soluçante explicou.
-Passei a vida inteira odiando essa figura. Só que não sei mais a razão. E ele, o único que poderia me esclarecer, não pode mais. E agora eu vou ter de viver o resto dos meus dias com a duvida!!!
A cena me faz recordar de algumas pessoas que eu, um dia abominei de todo o coração. Até me lembro das razões, mas elas hoje me fazem rir...de vergonha. Há momentos em que a vida corporativa é mera questão de física. É elementar. A quantidade de energia gasta para gerar e manter atritos é inversamente proporcional aos resultados práticos que podem ser obtidos.
Nota do Chutador de Bardis: Bem meus amigos...estou chegando em casa agora...meio cansado, meio chamuscado, mas acima de tudo feliz da vida...a cara de espanto que a cama fez ao me ver chegar....parece até que entrei em casa trocada...talvez pelo fato de nos ultimos dias ter apagando muitos incêndios...e por falar em fogo, vcs viram o fogo do meu Salgueiro...agora difícil mesmo vai ser explicar o precário estado do equipamento do valoroso soldado do fogo aqui pra "DONA ENCRENCA"...rsrsrs...duvido que ela vá acreditar que o retiro espiritual onde me deixou na sexta-feira...tenha se incendiado...mas isso agora é o que menos me preocupa...o que tá me deixando de cabeça quente é não saber o fim que levou a minha fantasia ...vai que o meu "SALGUEIRO" ganhe ou se classifique...como vou fazer pra estar sabado no desfile das campeãs.....e como a semana vai ser curta e muito corrida, e tbm como sabemos que esse interessante conto é uma adaptação do texto de Max Gerhring, palestrante e colunista da revista Exame, gostaria de convidar vcs pra umas cervejinhas geladas, enquanto escutamos a "Diana Pequeno" cantando a "Canção de Fogo"...que é só pra mudar de prosa....rsrsrs
"O amor é finalmente um embaraço de pernas, uma união de barrigas, um breve tremor de artérias. Uma confusão de bocas, uma batalha de veias, um reboliço de ancas...Quem diz outra coisa é besta!"
(Gregório de Matos)
::::::::::::::::::::::::::::Caso Crachá
Há muito tempo uma idéia vinha martelando a cabeça do Empresário Guto Leite. "Como implantar uma nova política na empresa por meio do exemplo direto de cima, e não pela imposição de regras"
Toda vez que se resolvia implantar um novo programa, ou uma nova rotina, ou uma nova sistemática, tinha sempre um monte de gente pronta pra discordar. No mais das vezes, a maioria desses inconformados com as mudanças nem sabiam direito por que eram contra. E porque seriam? Será que ficaram assim depois de testemunhar dezenas de mudanças que deram em nada.
Deve ser por isso que as empresas investem tanto em campanhas internas para convencer seus funcionários de que mudanças atendem o "interesse geral", um eufemismo para "se é bom pra empresa, deve ser bom para você também".Mas há exceções. Poucas, mas há. E um bom exemplo disso foi o que aconteceu com a empresa em questão.
Foi implantada uma nova sistemática, sem traumas e sem gastar dinheiro... Ficou decidido que seus empregados deveriam começar a usar crachá. Porque a empresa havia crescido bastante e o número de funcionários já era muito grande, e muita gente nem sabia o nome dos colegas, e também por motivos de segurança. Até então todas as tentativas de mudança na empresa haviam criado encrenca. E com o crachá não seria diferente posto que o mesmo é tipo de obrigação corporativa que tem uma incrível capacidade de desagradar a todos. "Suzana", um espetáculo de mulher, na plenitude dos seus vinte e poucos anos, era quem chefiava o departamento de pessoal. E pra variar, também fazia parte do grupo de pessoas que abominava usar aquele pedaço de plástico pendurado no pescoço.
Numa bela e ensolarada segunda feira de verão, os gerentes da empresa, encabeçados pela "Dra Ilze" apareceram para trabalhar portando crachás. Como não houve nenhuma comunicação prévia e nenhuma explicação posterior, ninguém entendeu nada, mas como é de praxe, a "rádio peão" imediatamente entrou no ar divulgando as mais variadas e absurdas teorias.
Duas semanas de buchichos depois, os gerentes foram convocados para uma reunião a portas fechadas com o diretor. E saíram da sala portando vistosos crachás ainda mais sofisticados. Aquilo deixou os funcionários comuns inconformados. Suzana foi uma das primeiras a gritar: por que só os privilegiados pela hierarquia tinham o direito de usar crachás? A atitude da empresa, evidentemente visava jogar no anonimato absoluto os menos favorecidos diziam os seguidores de Suzana.
Sempre muito atento aos anseios populares, Guto Leite, duas semanas depois decidiu que o uso de crachás seria estendido a todos os funcionários, independente da função. A concessão foi encarada como uma conquista pelos sem crachá, e foram poucos os que perceberam que estavam fazendo o que a empresa pretendia desde o primeiro momento.
Além das vantagens óbvias para a empresa, nenhuma necessidade de esclarecimentos e zero de custos extras para a implantação do programa.
O episódio revela algo até simples, mas que a complexidade do mundo corporativo muitas vezes coloca em segundo plano: a melhor maneira de fazer com que as mudanças realmente funcionem é por meio do exemplo prático, de cima para baixo.
Nota do Chutador de Bardis: Bem meus amigos...a fantasia já está comprada...a ala devidamente ensaiada... também pudera.... ensaio na quadra toda semana, sempre regado a muita cerveja gelada porque esse calor está de matar, o samba já está na ponta da língua, que é pra não fazer feio na avenida...e me desculpem aqueles que não torcem pelo Salgueiro...mas a minha escola esse ano vem pra ganhar...é Salgueiro na cabeça...agora vamos deixar isso para os jurados decidirem......e como a semana foi de grande correria acabei sem saber da autoria do texto...agora como aqui todos já são praticamente de casa...eu pediria que caso algum de vcs conheçam o autor/a, passem aqui no Chutando para comermos umas patinhas de caranguejo e nos deliciarmos com umas cervejas estupidamente geladas... e como os preparativos tomaram todo o meu tempo, acabei escolhendo a musica "Layla" executada pelo "Eric Clapton" ... quarta-feira eu estarei de volta...um bom carnaval a todos.